Foto: Adriano Machado/Reuters

Nos últimos dias, diversos jornais internacionais publicaram reportagens e artigos com críticas à gestão do governo Bolsonaro frente a crise do coronavírus. A imagem do país no exterior fez com que houvesse a maior fuga de capital desde 1995 e tem afastado investidores.

Ao ser questionado por uma apoiadora nesta segunda-feira (25) em frente ao Palácio da Alvorada sobre sua imagem negativa no exterior, o presidente disse que a “imprensa mundial é de esquerda”.

O jornal britânico Financial Times, ícone do liberalismo econômico, afirmou que “o populismo de Jair Bolsonaro está levando o Brasil ao desastre”. O jornal britânico, tradicionalmente conservador, The Telegraph, diz que Bolsonaro pode ser conhecido como “o homem que quebrou o Brasil”, com a manchete “o Brasil de Bolsonaro ainda está em negação à medida em que os casos de coronavírus disparam”.

O jornal americano, The New York Times, reiterou o veto de Trump aos turistas do Brasil, que é considerado o atual epicentro da pandemia. A matéria chama o mandatário brasileiro de cético em relação a gravidade do coronavírus, por ter ignorado os avisos de especialistas da saúde e minimizado, desde o início, a necessidade das medidas de isolamento social.

O jornal francês Le Monde, disse que “o Brasil de Bolsonaro habita um mundo paralelo, um teatro do absurdo onde os fatos e a realidade não existem”. Outros veículos também se manifestaram, como a revista alemã Der Spiegel, a Agência de Notícias Reuters, o jornal americano Washington Post, o Wall Street Journal, o diário italiano Corriere della Sera – que destacou a intenção do presidente em realizar um churrasco em meio a gravidade da pandemia, dentre outros.

Desde o início de 2020, o real foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo, caindo 45% ante o dólar americano. Enquanto isso, o Credit Default Swap (CDS), que indica o nível de risco país, cresceu cerca de 250%. Será que a estratégia adotada na gestão da crise foi eficiente?

O Brasil tem hoje 23.473 vítimas fatais da Covid-19 e 374.898 casos confirmados da doença. Até quando essas vidas perdidas serão minimizadas por questões políticas e ideológicas?