Foto: Divulgação/ClimaInfo

Foi registrado no primeiro quadrimestre deste ano um déficit histórico no intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos. Já as trocas comerciais do país com a China tiveram um superávit de US$ 9,008 bilhões. O saldo com o país asiático é o maior acumulado em todo o mundo no período, resultado da não existência de grandes impactos nas relações comerciais entre Brasil e China, mesmo com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

De janeiro a abril, as exportações para a China totalizaram US$ 20,885 bilhões, com um aumento de 10,9% em comparação com o mesmo período de 2019. Em relação às importações, foi registrada uma retração de 7,3% para US$ 11,847 bilhões. Segundo o Ministério da Economia, o Brasil vem dependendo cada vez mais das exportações para a China a fim de obter saldos positivos no comércio exterior.

Em 2019, a participação chinesa nas compras realizadas pelo Brasil no exterior alcançou o percentual de 28,0%, de um total de US$ 63,358 bilhões. Nesse mesmo período, a China embarcou para o Brasil produtos no valor de US$ 35,271 bilhões, equivalentes a 19,8% das importações brasileiras. No ano passado, a balança comercial entre os dois países proporcionou ao Brasil um superávit de US$ 28,087 bilhões.

O aumento da pandemia no Brasil terá mais impactos no comércio com a China. O governo chinês recomendou aos importadores estatais e privados e empresas processadoras de alimentos a aumentarem os estoques de grãos e oleaginosas diante de uma possível segunda onda do coronavírus no país e do agravamento das taxas de contaminações e número de óbitos em parceiros responsáveis pelo suprimento desses produtos para a China. Vale lembrar que o Brasil é um dos maiores fornecedor de alimentos da China e o maior fornecedor de soja.

A China foi responsável por 73,4% das aquisições do grão brasileiro no primeiro quadrimestre de 2020, com aumento de 26,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O entendimento do governo chinês é de que os países que estão passando por maiores problemas na pandemia podem decidir pelo fechamento de um porto importante de origem, interrompendo o fluxo de alimentos para a China.

As exportações do agronegócio brasileiro de abril atingiram valor recorde para os meses de abril, suplantando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões. O recorde anterior das vendas externas para os meses de abril ocorreu em 2013, quando as exportações foram de US$ 9,65 bilhões. O valor de abril deste ano (US$ 10,22 bilhões) foi 25% superior aos de abril de 2019 (US$ 8,18 bilhões).