Foto: Laura Baggi

O distanciamento social, defendido por cientistas e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais formas de combater a propagação do novo coronavírus, impediu que o Distrito Federal perdesse o controle do avanço da doença.

O distanciamento possibilitou um achatamento da curva de contaminações, reduzindo a velocidade de casos infectados, internados e sobretudo de óbitos. Até às 17h do dia 15/05 (sexta-feira), foram notificados 3.787 casos confirmados da doença. Destes, 2.144 (56,6%) estão recuperados, 208 (5,5%) estão internador e 55 (1,5%) evoluíram para óbitos.

Em abril, a Secretaria de Saúde projetava que o DF tivesse 15 mil casos graves, com necessidade de unidades de terapia intensiva (UTIs). No entanto, com as medidas rígidas, o número caiu para 700. Hoje o DF tem 223 leitos de UTI disponíveis e o GDF trabalha para conseguir 900 leitos. A evolução da Covid-19 é exponencial, ou seja, se multiplica por uma constante e tende a se acentuar rapidamente.

No início da epidemia, muitas pessoas chegavam do exterior à Brasília, o que intensificou a necessidade das medidas precoces adotadas pelo governador Ibaneis Rocha. Essa interdição auxiliou a frear a disseminação da doença para a periferia e regiões mais populosas, onde pessoas mais vulneráveis ficam expostas.

Para especialistas, a flexibilização e revisão das medidas exige cautela, para evitar que o resultado seja perdido.  “Se não houver o cuidado de manter as recomendações, como uso de máscaras, evitar aglomeração e continuar com higienização, esse controle pode se perder.”, ponderou Hemerson Luz. Já José David acredita que o DF entrou em um paradoxo da prevenção, quando os benefícios das medidas são usados para contestá-las.