Foto: Félix Leal/AEN

Diante do cenário pandêmico e da situação do câmbio atual, as empresas estão ampliando sua busca pela nacionalização de matérias-primas e componentes, como forma de escapar das importações diante da valorização de 25% do dólar desde o início do surto de coronavírus.

Outros fatores envolvidos nas escolhas das empresas são a dependência de poucos fabricantes globais e o aumento da demanda por produtos de combate à Covid-19, que levou a escassez dos mesmos em diversos países.

Por exemplo, a oferta mundial de álcool em gel não foi suficiente para comportar a demanda e, por isso, a Klabin, que fabrica papéis para embalagens, desenvolveu um espessante substituto ao carbopol (matéria prima derivada do petróleo que altera o estado do álcool de líquido para gel), que era totalmente importado da China e sofreu reajuste de preço. A Klabin, em parceria com o Instituto Senai de Inovação e a indústria Apoteka, produziram álcool gel a partir da madeira em São Paulo.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, o Brasil tem a oportunidade de retomar a impulsão da indústria nacional como forma de diminuir o nível de dependência da importação de componentes essenciais, como por exemplo, para eletrônicos. Para atingir isso, segundo Barbato, as empresas necessitam ser competitivas e exportar, além de atender o mercado interno.