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A avaliação ruim/péssima do governo Jair Bolsonaro cresceu sete pontos percentuais e chegou aos 49%. É o que aponta a mais recente pesquisa XP/Ipespe divulgada hoje (04). A sondagem foi realizada entre os dias, 28, 29 e 30 de abril.

A avaliação ótimo/bom, por sua vez, caiu quatro pontos percentuais (de 31% para 27%), enquanto a avaliação regular se manteve estável em 24%.

A avaliação positiva dos governadores segue acima da registrada pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo a sondagem, 44% avaliam o desempenho dos governadores positivamente. 36% consideram regular. E apenas 18% tem uma avaliação negativa.

Cresceu também a avaliação negativa do Congresso. Era 36% na pesquisa anterior e agora soma 40%, mesmo percentual daqueles que acham a atuação do Parlamento regular. A avaliação negativa do Congresso oscilou dois pontos percentuais para baixo e soma agora 16%.

Questionados sobre o maior responsável pela crise econômica, 20% citaram o governo Jair Bolsonaro. 15% mencionaram o governo Dilma Rousseff. 13% atribuem a fatores externos e 6% ao governo Michel Temer. Outros 22% não souberam responder.

Ainda em relação à economia, 52% dos entrevistados avaliam que ela está no caminho errado. Outros 32% entendem que a economia está no caminho certo.

Em relação às personalidades políticas, os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (64%) e Sergio Moro (58%) são os mais bem avaliados. Em seguida, aparecem o ministro Paulo Guedes (41%), o presidente Jair Bolsonaro (38%) e o vice-presidente Hamilton Mourão (37%).

Sobre o coronavírus, 48% afirmam que está com muito medo. 33% responderam que está com um pouco de medo. E apenas 18% não têm medo do coronavírus.

Questionados sobre a atuação de Bolsonaro na pandemia, 54% avaliaram como ruim/péssima. 23% consideram ótima/boa e 22% regular.

Sobre a melhor maneira de recuperar a economia depois do coronavírus, 62% responderam “mudar a política econômica com mais investimentos do governo para o Brasil voltar a crescer”. E 29% afirmaram que o melhor é “manter a política econômica atual com as reformas, o enxugamento dos gastos públicos e mais participação das empresas privadas para retomar o crescimento”.

Quanto à saída de Sergio Moro, 67% acham que ela provocou um impacto negative para o governo. 18% acham que não terá impacto e 10% entendem que o impacto é positivo.