Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro participou, neste domingo (03), em Brasília (DF), de uma mobilização realizada pela base social bolsonarista. A manifestação teve como principais alvos o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo (DEM-RJ).

Em frente ao Palácio do Planalto, Bolsonaro fez uma live com palavras de ordem como “queremos a verdadeira independência, e não apenas uma letra da Constituição. Chega de interferência. Não vamos mais admitir interferência”.

O presidente disse ainda que “temos as Forças Armadas ao lado do povo, pela lei, pela ordem, pela democracia e pela liberdade”.

Jair Bolsonaro declarou também “peço a Deus que não tenhamos problemas nessa semana. Porque chegamos no limite, não tem mais conversa. Daqui para frente não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição”.

As declarações de Bolsonaro ocorrem após uma série de derrotas do governo STF, que começou com a decisão do ministro Alexandre de Moraes impedindo a posse do delegado Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal (PF).

Além disso, no sábado (2) ocorreu o depoimento do ex-ministro Sergio Moro à PF no âmbito do inquérito aberto no STF para investigar as denúncias feitas por Moro contra Bolsonaro.

O depoimento do ex-ministro durou mais de oito horas. Segundo a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, Moro entregou o conteúdo das conversas de seu celular para os investigadores. Com isso, os investigadores terão acesso as mensagens via WhatsApp trocadas por Bolsonaro, Moro e outros ministros.

Paralelamente às questões política, cresce o número de contaminados e mortos por coronavírus. Segundo o ministro da Saúde, Nelson Teich, o país poderá registrar até mil mortes diárias nesta semana em decorrência da Covid-19.

Essa combinação de fatores poderá provocar uma escalada ao longo da semana, já que a presença de Bolsonaro em mais uma manifestação – afirmando que tem o apoio das Forças Armadas – tende a ser alvo de críticas na imprensa, Congresso, STF e governadores, que foram criticados pelo presidente devido a política de isolamento social.