Foto: Sergio Lima/AFP
Datafolha divulga que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro cresceu junto aos extratos sociais de menor renda

A segmentação por renda da pesquisa Datafolha divulgada na última segunda-feira (29) mostra que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro cresceu junto aos extratos sociais de menor renda. Por outro lado, Bolsonaro perdeu capital político junto aos segmentos de renda mais elevada. Provavelmente junto ao público “lavajatista”.

Entre os entrevistados com renda mensal de até dois salários mínimos, a popularidade de Bolsonaro cresceu oito pontos percentuais entre dezembro de 2019 e abril deste ano. Por outro lado, a avaliação negativa do presidente caiu cinco pontos entre os mais pobres.

Tendência similar ocorre entre os trabalhadores informais com renda de até três salários mínimos. Nesse público, a avaliação positiva de Bolsonaro também cresceu oito pontos. A avaliação negativa, por outro lado, oscilou três pontos para baixo, índice que está dentro da margem de erro.

Além da ajuda emergencial para os setores economicamente mais vulneráveis, contribuem para o aumento da popularidade de Bolsonaro nesses segmentos a defesa que o presidente faz em favor da flexibilização do isolamento social.

Como a população de menor renda – sobretudo os trabalhadores informais – são os mais afetados pela paralisação da economia, Jair Bolsonaro, ao mostrar preocupação com a economia, ganha pontos nesses setores da opinião pública.

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Murillo de Aragão é advogado, jornalista, professor, cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas e sócio fundador da Advocacia Murillo de Aragão. É Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Distrito Federal (UniCEUB), é mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília e doutor em Sociologia (estudos latino-americanos) pelo Ceppac – Universidade de Brasília. Entre 1992 e 1997 foi pesquisador associado da Social Science Research Council (Nova York). Foi membro do “board” da International Federation of the Periodical Press (Londres) entre 1988 e 2002. Foi pesquisador da CAPES quando doutorando no CEPAC/UnB. É membro da Associação Brasileira de Ciência Política, da American Political Science Association, da Internacional Political Science Association, da Ordem do Advogado do Brasil (Distrito Federal) e do IBRADE - Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral. Foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (2007 - 2018). Como membro do Conselho, foi chefe de delegações do organismo na Rússia , BRICs e Comunidade Européia. Como palestrante e analista político, Murillo de Aragão proferiu mais de duas centenas de palestras, nos últimos 20 anos, em Nova York, Miami, Londres, Edimburgo, São Francisco, San Diego, Lisboa, Washington, Boston, Porto, Buenos Aires, Santiago, Lima, Guatemala City, Madrid, Estocolmo, Milão, Roma , Amsterdã, Oslo, Paris, entre outras, para investidores estrangeiros sobre os cenários políticos e conjunturais do Brasil. Aragão lecionou as matérias “Comportamento Político” e “Processo Político e Legislação” no Departamento de Ciência Política da Universidade de Brasília. Foi professor visitante da Universidad Austral, Buenos Aires e consultor do Banco Mundial. É professor-adjunto da Columbia University (Nova York) . Em 2017, foi convidado para ser professor-adjunto na Columbia University (Nova York) onde leciona a cadeira “Sistema Político Brasileiro”. É autor e autor do seguintes livros: Grupos de Pressão no Congresso Nacional (Maltese, 1992), ‘Reforma Política – O Debate Inadiável (Civilização Brasileira, 2014) e Parem as Maquinas (Sulina, 2017). É colunista de opinião da revista Isto É, e do jornal, O Estado de São Paulo.