Fotos: Marcos Corrêa/PR

Ao longo do dia de ontem (6) a permanência do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi o tema dos bastidores da Presidência da República. Nomes chegaram a circular na imprensa. O da médica imunologista Nise Yamaguchi e o do ex-ministro da Cidadania Osmar Terra.

O ápice das especulações foi a ocorrência de uma reunião ministerial com a presença de todo o gabinete. Mandetta participou do evento.

Vários vetores trabalharam a favor da permanência do ministro. Um grupo de parlamentares com acesso ao presidente, mesmo reconhecendo que a relação estava esgarçada, recomendaram que a sua manutenção seria o melhor para o país.

A ala militar também atuou, junto ao presidente de forma a conter os ânimos do setor bolsonarista mais radical. Ponderaram, várias vezes, que Mandetta deveria ser preservado. Em Brasília, servidores do Ministério fizeram um ato em defesa do ministro em frente ao prédio da pasta.

Ao final das contas, o ministro deve permanecer. Pelo menos por enquanto. No entanto, a consolidação de sua presença dependerá tanto do acerto de seus prognósticos quanto de sua capacidade de liderar – com sucesso – a batalha contra o coronavírus.

As tensões devem prosseguir no âmbito do governo se não houver declarações de ambos – Bolsonaro e Mandetta – de que os desentendimentos estão superados.