Foto: Markus Distelrath/Pixabay

Mais de 600 parques eólicos implantados, totalizando 15,4 GW de capacidade instalada. Recorde de 954 empreendimentos eólicos cadastrados para um único leilão, (A-4/2017). No ano seguinte, esse recorde esteve perto de ser alcançado em dois leilões. Um, com 931 projetos no Leilão A4/2018, e o outro, com 929 no Leilão A-6.

Esse é o retrato da energia eólica no Brasil de acordo com nota técnica lançada este mês pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. No período de um ano, entre 2018-2019, foram cadastrados 3.456 projetos, que participaram de quatro leilões.

Os estudos do regime de ventos no país também foram alvo de análise. Foram instaladas mais de 800 estações anemométricas (medidoras da velocidade dos ventos), entre as quais mais de 50 são novas (apresentadas pela primeira vez em 2019), com três anos (ou mais) de medições ininterruptas. Os dados com esses levantamentos vão orientar novos empreendimentos geradores de energia.

Os parques de geração eólica evoluem com novas tecnologias, ampliando o tamanho dos equipamentos instalados. Dessa forma, o diâmetro médio dos aerogeradores evoluiu de 66 metros em 2007 para 128 metros nos projetos mais recentes, com a altura das torres em torno de 200 metros.

Segundo a nota da EPE, os leilões de energia dos últimos três anos com participação da fonte eólica demonstraram a alta competição do mercado, com preços de venda abaixo de R$ 100/MWh e deságios entre 50% e 60% em relação ao preço-teto estipulado.

Nos leilões que ocorreram entre 2009 e 2019 foram contratados em torno de 8 mil MW médios de energia eólica referentes a projetos localizados em sete estados da Região Nordeste e um da Região Sul. Mais de 50% dessa energia distribui-se entre projetos localizados na Bahia e no Rio Grande do Norte, estados em que se encontra o maior número de parques eólicos do país.