Foto: EBC

A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,402 bilhão e corrente de comércio de US$ 7,886 bilhões na terceira semana de março deste ano, com exportações no valor de US$ 4,644 bilhões e importações de US$ 3,242 bilhões. No mês, as exportações chegaram a US$ 13,257 bilhões e as importações a US$ 10,575 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,683 bilhões e corrente de comércio de US$ 23,832 bilhões. Já no ano, as exportações somaram US$ 44,114 bilhões e as importações US$ 40,009 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,105 bilhões e corrente de comércio de US$ 84,123 bilhões.

Quanto à análise da semana, a média das exportações totalizou US$ 928,7 milhões, ou seja, 7,8% superior à média de US$ 861,4 milhões até a segunda semana. Isso porque houve um crescimento nas exportações de produtos semimanufaturados (+17,3%, de US$ 107,8 milhões para US$ 126,5 milhões, em razão de açúcar em bruto, ferro fundido, alumínio em bruto, celulose, óleo de soja em bruto) e básicos (+17,9%, de US$ 461,0 milhões para US$ 543,6 milhões, puxado pel soja em grãos, farelo de soja, minério de ferro, café em grão, minério de manganês). Contudo, nota-se uma queda nas exportações de produtos manufaturados (-11,6%, de US$ 292,5 milhões para US$ 258,6 milhões, sobretudo devido a óleos combustíveis, gasolina, suco de laranja não congelado, automóveis de passageiros, partes de motores e turbinas para aviação).

No que diz respeito às importações, houve um decréscimo de 11,6% ante igual período comparativo (média da terceira semana, US$ 648,4 milhões em relação à média até a segunda semana, US$ 733,3 milhões), devido, principalmente, à redução nos gastos com equipamentos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, aeronaves e peças, filamentos e fibras sintéticas/artificiais, alumínio e suas obras.

Quanto à análise do mês, as exportações, ao comparar as médias até a terceira semana de março deste ano (US$ 883,8 milhões) com a de março do último ano (US$ 917,3 milhões), percebe-se um decréscimo de 3,6% por conta da queda nas vendas de produtos manufaturados (-9,8%, de US$ 311,9 milhões para US$ 281,2 milhões, em razão de partes de motores e turbinas para aviação, máquinas e aparelhos para terraplanagem, torneiras, válvulas e partes, etanol, aviões) e básicos (-1,7%, de US$ 497,3 milhões para US$ 488,6 milhões, em virtude de minério de ferro, fumo em folhas, minério de cobre, milho em grãos, farelo de soja). No entanto, percebe-se um aumento nas exportações de produtos semimanufaturados (+5,5, de US$ 108,1 milhões para US$ 114,0 milhões, em razão de semimanufaturados de ferro/aço, açúcar em bruto, ferro fundido, alumínio em bruto, ouro em formas semimanufaturadas). Em relação a fevereiro deste ano, nota-se uma baixa de 2,7% provocada pela redução nas vendas de produtos manufaturados (-7,4%, de US$ 303,7 milhões para US$ 281,2 milhões) e básicos (-2,5%, de US$ 501,2 milhões para US$ 488,6 milhões). Por outro lado, subiram as exportações de produtos semimanufaturados (+9,9%, de US$ 103,7 milhões para US$ 114,0 milhões).

No que concerne às importações, nota-se que a média diária até a terceira semana de março deste ano, de US$ 705,0 milhões, foi 2,0% superior à média de março do ano passado (US$ 691,2 milhões). Nessa comparação, percebe-se que um incremento nos gastos, sobretudo com bebidas e álcool (+56,0%), siderúrgicos (+44,5%), plásticos e obras (+13,5%), equipamentos mecânicos (+8,9%) e equipamentos eletroeletrônicos (+7,4%). Em comparação a fevereiro deste ano, nota-se um decréscimo de 4,3% puxado pela baixa em cobre e suas obras (-23,2%), combustíveis e lubrificantes (-23,0%), farmacêuticos (-13,4%), químicos orgânicos e inorgânicos (-5,4%), veículos automóveis e partes (-1,6%).

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