Foto: Carolina Antunes/PR

Análise de hoje é a de que o engajamento do Governo Federal no combate à epidemia de coronavírus está aumentando

Depois das confusões do fim de semana, a análise de hoje é a de que o engajamento do Governo Federal no combate à epidemia de coronavírus está aumentando.

A percepção se deve,  sobretudo, pela decisão de ontem de o governo criar um gabinete de crise na presidência, coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, o general Braga Netto, junto a outros dezesseis ministros, o presidente do Banco Central, o advogado-geral da União, os presidentes do Banco do Brasil, da Caixa e do BNDES, e o diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além disso e antes mesmo do gabinete de crise do Executivo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu promover reuniões com chefes do Legislativo, do Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Procurador-Geral da República, além do Ministro da Saúde, para agilizar decisões do âmbito Legislativo e Judiciário para o enfrentamento da crise.

Nos bastidores, a grande preocupação de Brasília é com o estado do Rio de Janeiro, pelo fato da rede pública de saúde não estar preparada para enfrentar o agravamento da epidemia. Outra percepção recolhida em Brasília é a de que o pacote de medidas anunciados pela equipe econômica não será suficiente para enfrentar a recessão que já se instalou no país. Vem mais por aí.

Publicado na Veja

 

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Murillo de Aragão é advogado, jornalista, professor, cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas e sócio fundador da Advocacia Murillo de Aragão. É Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Distrito Federal (UniCEUB), é mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília e doutor em Sociologia (estudos latino-americanos) pelo Ceppac – Universidade de Brasília. Entre 1992 e 1997 foi pesquisador associado da Social Science Research Council (Nova York). Foi membro do “board” da International Federation of the Periodical Press (Londres) entre 1988 e 2002. Foi pesquisador da CAPES quando doutorando no CEPAC/UnB. É membro da Associação Brasileira de Ciência Política, da American Political Science Association, da Internacional Political Science Association, da Ordem do Advogado do Brasil (Distrito Federal) e do IBRADE - Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral. Foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (2007 - 2018). Como membro do Conselho, foi chefe de delegações do organismo na Rússia , BRICs e Comunidade Européia. Como palestrante e analista político, Murillo de Aragão proferiu mais de duas centenas de palestras, nos últimos 20 anos, em Nova York, Miami, Londres, Edimburgo, São Francisco, San Diego, Lisboa, Washington, Boston, Porto, Buenos Aires, Santiago, Lima, Guatemala City, Madrid, Estocolmo, Milão, Roma , Amsterdã, Oslo, Paris, entre outras, para investidores estrangeiros sobre os cenários políticos e conjunturais do Brasil. Aragão lecionou as matérias “Comportamento Político” e “Processo Político e Legislação” no Departamento de Ciência Política da Universidade de Brasília. Foi professor visitante da Universidad Austral, Buenos Aires e consultor do Banco Mundial. É professor-adjunto da Columbia University (Nova York) . Em 2017, foi convidado para ser professor-adjunto na Columbia University (Nova York) onde leciona a cadeira “Sistema Político Brasileiro”. É autor e autor do seguintes livros: Grupos de Pressão no Congresso Nacional (Maltese, 1992), ‘Reforma Política – O Debate Inadiável (Civilização Brasileira, 2014) e Parem as Maquinas (Sulina, 2017). É colunista de opinião da revista Isto É, e do jornal, O Estado de São Paulo.