Foto: Divulgação/Portal Móveis de Valor

O Mato Grosso enviou, em janeiro e fevereiro, para outros países mais de 66 mil toneladas, equivalentes a carcaça, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na média mensal, o volume exportado é cerca de 7% superior ao mesmo período do ano passado. Alguns países aumentaram as compras, como é o caso da Rússia e recentemente também o Kuwait e os Estados Unidos (EUA).

Em fevereiro, a indústria de carne bovina do MT exportou 2,36 mil toneladas equivalente-carcaça à Rússia, o que significou elevação de 474% em relação ao volume registrado em igual mês de 2019. Esse aumento é bastante importante, pois mostra que os exportadores do País estão conseguindo, aos poucos, recuperar parte dos clientes na Rússia, depois que o país reabriu o seu mercado, no final de 2018, após um longo período de embargo (desde novembro de 2017).

Em contrapartida, as vendas de carne bovina mato-grossense para o Irã caíram 86% no segundo mês do ano, ante fevereiro do ano passado, para 640 toneladas equivalente-carcaça. Em 2019, o Irã era o terceiro maior cliente do Estado, ficando atrás somente do Egito e da China, recorda o Imea.

Outros fatores que animaram os pecuaristas foram a saída de carne para outros países e as boas projeções para esse ano. O Kuwait autorizou a importação de carne bovina do Brasil e os Estados Unidos voltaram a abrir as portas para o produto brasileiro.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o ápice das vendas brasileiras de carne bovina in natura para os Estados Unidos foi em 2017, quando foram negociados quase US$ 60 milhões. Durante a suspensão, o Brasil deixou de exportar cerca de US$ 115 milhões em carne bovina. O acordo com os Estados Unidos animou o setor do frigorífico, que espera um aumento nas exportações e consequentemente mais plantas habilitadas para a venda do produto.