Foto: Yonhap/EPA

Os efeitos do novo coronavírus (Covid-19) tem atingido gravemente a economia global. O setor de aviação tem sido um dos mais afetados. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), as companhias aéreas podem perder até US$ 113 bilhões ou R$ 523 bilhões em receita.

A pandemia foi decretada nesta quarta-feira (11) pela Organização Mundial da Saúde e já causou estragos em várias empresas, que foram obrigadas a reduzir a quantidade de voos e suspender algumas rotas. A Luftansa, companhia alemã, anunciou que irá reduzir 50% de sua capacidade nas próximas semanas para enfrentar a crise financeira.

No Brasil, as maiores companhias aéreas registraram forte queda nas ações devido às incertezas do coronavírus e a alta do dólar. A Latam informou que os voos para Milão, na Itália, estão cancelados temporariamente. A Azul reduziu a frequência dos voos para a Flórida (EUA) e para Porto (Portugal).

Empresas de low cost – baixo custo – como EasyJet e Ryanair foram as mais afetadas. A Flybe decretou falência na última quinta (5) e deixou passageiros presos em diversas cidades, para retornar por conta própria.

Na China, pouquíssimos voos ainda estão em operação. O South China Morning Post informou que há voos entre Xangai e Chongqing sendo vendidos por apenas US$ 4,10 (aproximadamente 20 reais).

O economista e analista do Fórum Mundial de Turismo, Francisco Coll Morales, informou que o preço das passagens em todo mundo está caindo entre 15% e 30%.

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