Foto: Felipe Barra/ASCOM

A indústria brasileira de defesa tem se movimentado bastante nos últimos tempos. O secretário de Produtos de Defesa, do Ministério da Defesa, Marcus Degaut, revelou recentemente que o Brasil pretende facilitar a exportação de produtos e de tecnologias de defesa. Além disso, o Ministério da Defesa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram um protocolo de intenções e o governo elabora um plano nacional para aumentar as vendas no setor. Em 2019, foi registrado o maior número de exportações da indústria de defesa em 50 anos, um total de US$ 1,3 bilhão.

No dia 20 de fevereiro, foi  assinado o protocolo de intenções entre o Ministério da Defesa e o BNDES, em uma cerimônia que contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do Ministro da Economia, Paulo Guedes. O protocolo de intenções irá viabilizar o desenvolvimento e a sustentabilidade das empresas que fazem parte da Base Industrial de Defesa. O acordo visa aprimorar as políticas de financiamento, o sistema de apoio público às exportações e o desenvolvimento de programas de nacionalização progressiva de produtos e tecnologia de defesa. O plano de trabalho deve ser concluído até 20 de março.

Segundo Degaut, para cada real investido em Defesa há um retorno de R$ 9,8 para economia. Ele lembrou ainda que nem todas as atividades desse setor são voltadas para a fabricação de armas e que  a maior parte desses produtos é voltada para tecnologia.

Some-se a esse cenário o fato de que o governo prevê um acréscimo de 30% no total exportado pelo setor este ano e um potencial para atingir US$ 5 bilhões em até três anos. Nesse sentido, o governo deve formular um plano nacional para aumentar as vendas internacionais, atrair empresas do exterior para o país e estimular a formação de associações entre companhias nacionais e estrangeiras.

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