Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Dia Internacional da Mulher ocorre neste domingo, dia 8 de março. Em reflexão à necessidade desse dia, o Monitor da Violência, parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que, em 2019 houve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio no Brasil, quando comparado com 2018. Por definição, feminicídios são crimes de ódio que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.

O resultado vai na contramão do número de assassinatos de 2019, que segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública teve 19% menos mortes em relação a 2018. Apesar de que, se forem consideradas apenas mortes de mulheres, o que também inclui casos não classificados como feminicídios, houve uma diminuição de 14%.

Segundo o G1, o novo levantamento revela que:

  • o Brasil teve 3.739 homicídios dolosos de mulheres em 2019 (uma redução de 14% em relação ao ano anterior)
  • do total, 1.314 foram feminicídios, o maior número já registrado desde que a lei entrou em vigor, em 2015
  • 8 estados registraram alta no número de homicídios de mulheres
  • 16 estados contabilizaram mais vítimas de feminicídios de um ano para o outro
  • o Acre é o que tem o maior índice de homicídios de mulheres: 7 a cada 100 mil
  • Acre e Alagoas são os estados com a maior taxa de feminicídios: 2,5 a cada 100 mil

Para as pesquisadoras da USP, para combater a violência de gênero, que muitas vezes resulta no feminicídio, é necessário investir e fortalecer políticas de educação voltadas para a valorização da dignidade e direitos das mulheres, voltadas à equidade de gênero e políticas preventivas em todas as esferas do governo.