Foto: Divulgação/PPI.Gov

Na sexta-feira de Carnaval, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) realizou o segundo leilão de rodovia da administração Bolsonaro, quando foi arrematado pela concessionária CCR um trecho de 220,42 quilômetros da BR 101, em Santa Catarina.

A companhia apresentou menor valor para cada uma das quatro praças de pedágio previstas. Pela proposta, a cobrança será de R$ 1,97, com deságio de 62% sobre o preço-teto. Além da oferta da CCR, houve mais duas: a do Consórcio Way, com tarifa de deságio de R$ 4,35; e a da concessionária EcoRodovias, com tarifa de R$ 2,5116.

De acordo com o edital, estão previstos para o empreendimento cerca de R$ 3,376 bilhões em investimentos. Para custos operacionais (operação, conservação e monitoramento) estima-se o valor de R$ 3,99 bilhões nos 30 anos da concessão.

Após o leilão, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse estar tranquilo com o baixo valor da tarifa apresentada pela CCR, que também administra a Via Dutra. “O leilão foi mais um marco. São R$ 7 bilhões de investimentos nos próximos anos e quase 500 intervenções programadas pela rodovia”, comemorou.

Segundo o ministro, quando há um desconto desses é “porque há uma empresa grande, que está acostumada a operar concessões e tem sinergia com a Via Sul”. Conjunto de quatro rodovias federais no Rio Grande do Sul, a Via Sul foi arrematada em novembro de 2018 pela CCR.

O ministro também explicou que, no contrato, existe um mecanismo de proteção conhecido como “aportes adicionais”, cuja finalidade é resguardar a rodovia de possíveis inadimplências e atrasos. Esse instrumento passou a constar dos novos contratos, tendo em vista os problemas enfrentados pelas empresas que venceram os leilões da III Etapa do Programa de Concessão (entre 2013 e 2014).