Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Na última semana, os Estados Unidos, por meio do seu Departamento de Comércio, informou que o Brasil, além de outros 18 países, foi retirado da lista de países em desenvolvimento. Essa mudança pode restringir alguns benefícios comerciais para o Brasil.

A medida retira o selo de nação em desenvolvimento e cria uma abertura para que o governo americano possa impor retaliações às exportações brasileiras. O Brasil também deixará de receber tratamento diferenciado por seu status e reduzirá vantagens tarifárias e períodos mais demorados para a implementação de acordos comerciais.

A intenção do governo americano é desinchar o grupo que recebe tratamento especial, de forma que as barreiras comerciais não afetem as suas exportações. Até o momento, essa medida do governo americano é pontual e específica para combater subsídios desleais.

A atitude americana não agradou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que considerou a medida como ilegal, unilateral e sem levar em conta as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Na avaliação da CNI, esse é mais um ato que reduz a importância do sistema multilateral de comércio.

Atualmente os setores de aço e de papel e celulose já são afetados por medidas compensatórias dos EUA. Com as novas regras, o governo americano pode ampliar a sobretarifa aplicada na importação desses produtos. Da mesma forma,  outros setores brasileiros poderão também ser atingidos pelas medidas antissubsídios anunciadas pelos Estados Unidos.