Foto: Pedro França/Agência Senado

O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Weber Ciloni, propôs na reunião da diretoria colegiada de terça-feira passada uma discussão com outros órgãos do governo sobre os rumos do novo modelo de licitação da Rodovia Presidente Dutra. A proposta contou com o apoio do diretor-geral da agência, Mário Rodrigues Júnior. Ciloni observou que há “várias distorções ventiladas na imprensa”, sendo prudente reanalisar o estudo antes de se “dar prosseguimento às audiências públicas”.

Ciloni se referia a notícias sobre a realização de três reuniões presenciais, parte da Audiência Pública nº 18/19, para discutir o novo processo de concessão da Via Dutra, que liga as duas principais cidades do país: Rio de Janeiro e São Paulo. “Vamos fazer reunião em conjunto com os envolvidos e aí a gente volta a fazer nova reunião (da diretoria da agência)”, o que pode ocorrer nesta semana, decidiu Mário Rodrigues.

Nas reuniões realizadas em Brasília (dia 13), no Rio (dia 15) e em São Paulo (dia 17), houve fortes críticas ao modelo proposto no estudo elaborado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), com a participação do Banco Mundial, através da International Finance Corporation (IFC). Além das críticas dos usuários da rodovia, também o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, se manifestaram contrários à proposta apresentada.

As críticas se concentraram na localização das praças de pedágio, na cobrança de outorga e na implantação do sistema de “freeflow”, pelo qual é cobrada do usuário uma tarifa apenas pelo trajeto percorrido e não por tarifa cheia, como hoje. A ANTT prorrogou o período de contribuições até a próxima sexta-feira e marcou mais sessões presenciais para esta semana: segunda, em Angra dos Reis (RJ); terça, em Volta Redonda (RJ); na quarta, em São José dos Campos (SP); na quinta, em Guarulhos (SP).

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