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O comércio exterior brasileiro não deverá ser afetado pela epidemia de coronavírus. Esta é a avaliação do governo brasileiro, pela visão do secretário de Comércio Exterior e Relações Internacionais, Marcos Troyjo.

Segundo o secretário, o Brasil está acompanhando a evolução dos casos, e diz existir uma preocupação natural, mas nada que atrapalhe a economia do país. Troyjo considera que o Brasil está bem preparado, com uma diversificação das exportações e da corrente de comércio. Troyjo diz ainda que não há uma sinalização de que as exportações brasileiras estejam sofrendo qualquer impacto significativo.

Seguindo a linha de Marcos Troyjo, o ministro conselheiro da Embaixada da China, QU Yuhui, afirmou que o coronavírus causará menos efeitos na saúde da população mundial do que a Síndrome Respiratória Aguda Grave, mas diz ser cedo para avaliar o impacto economico da epidemia viral. Cabe ressaltar que a epidemia abrange o feriado do Ano Novo chinês (24 a 30 de janeiro este ano), quando há diminuição da atividade econômica.

A China entende que o rápido atendimento aos infectados, a construção de um hospital e demais medidas de proteção, acabam resguardando o país no âmbito da saúde e na economia.

No entanto, qualquer negociação com regiões da China — especialmente na região de Wuhan, onde o surto da epidemia se destacou — já passam por processos de revisão, várias delas inclusive, canceladas, promovendo prejuízos e perdas significantes.

No setor dos transportes internacionais de cargas, tanto as companhias aéreas quanto os armadores marítimos já apresentam tarifas mais elevadas para cargas originárias da Ásia, especialmente da China. Há incerteza quanto à volta e normalização das práticas logísticas, anteriormente tão comuns e ajustadas.

A Anvisa adotou procedimentos padrões em casos de qualquer suspeita do vírus em tripulação de navios ou aeronaves vindas da China, com rigor bem elevado, inclusive impedindo ou paralisando as operações de navios para evitar qualquer propagação do vírus em casos de confirmação de sua presença em membros da tripulação.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há casos de infecção confirmados em 24 outros países, com novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha.