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Não é de hoje que o ministro da Economia, Paulo Guedes, aponta diagnósticos precisos para os entraves enfrentados pelo empresariado no Brasil

Não é de hoje que o ministro da Economia, Paulo Guedes, aponta diagnósticos precisos para os entraves enfrentados pelo empresariado no Brasil. Em julho passado, por exemplo, com sua habitual inteligência e verborragia, Guedes afirmou que o empresário brasileiro, além de caminhar com duas bolas de ferro amarradas às pernas e um piano às costas, ainda tem de competir com os chineses.

As bolas de ferro e o piano seriam os juros altos, os encargos trabalhistas e os sociais. Guedes só se esqueceu de mencionar o caótico, perverso e injusto sistema tributário nacional, que penaliza todos os cidadãos. Nosso sistema tributário rouba eficiência e competitividade de todo o processo de produção, afasta investimentos no país e impede o desenvolvimento do pleno emprego. E nada é feito contra isso porque esse sistema é fortemente protegido pelo corporativismo.

Apesar da arrancada e da verborragia, o governo Bolsonaro ainda está devendo aos brasileiros a simplificação do nosso sistema tributário. Sem dúvida, essa deveria ser a missão prioritária de sua equipe econômica em 2020.

 

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Thiago de Aragão e sociólogo, Mestre em Relações Internacionais pela Universidade Johns Hopkins, Pesquisador Associado do Instituto Frances de Relações Internacionais e Estratégicas e Diretor de Estrategia da Arko Advice. Nos últimos anos, Thiago liderou projetos estratégicos para vários clientes nacionais e internacionais. Ao longo dos últimos anos, palestrou em vários países, por meio de convites de governos, universidades e fóruns. Recebeu em 2013 a medalha de honra ao mérito do Governador-Geral do Canada e em 2016 foi escolhido como Jovem Liderança do Ano pelo Governo da Franca.