Foto: Germano Lüders/EXAME

Na segunda semana de janeiro de 2020, com 5 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 14 milhões e corrente de comércio de US$ 6,902 bilhões, resultados de exportações no valor de US$ 3,458 bilhões e importações de US$ 3,444 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 6,351 bilhões e as importações, US$ 4,573 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,778 bilhão e corrente de comércio de 10,923 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de janeiro/2020 (US$ 907,2 milhões) com a de janeiro/2019 (US$ 822,0 milhões), houve crescimento de 10,4%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+23,0%, de US$ 370,5 milhões para US$ 455,6 milhões, por conta, principalmente, de minério de ferro, algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango, petróleo em bruto) e semimanufaturados (+8,5%, de US$ 131,4 milhões para US$ 142,5 milhões, por conta, principalmente, de açúcar de cana em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles, zinco em bruto).

Por outro lado, caíram as vendas de produtos manufaturados (-3,4%, de US$ 320,1 milhões para US$ 309,2 milhões, por conta de plataforma de extração de petróleo, partes de motores e turbinas para aviação, laminados planos de ferro/aço, motores e turbinas para aviação, tubos flexíveis de ferro ou aço). Relativamente a dezembro/2019, houve aumento de 4,9%, em virtude da expansão nas vendas de produtos semimanufaturados (+44,6%, de US$ 98,5 milhões para US$ 142,5 milhões) e manufaturados (+7,6%, de US$ 287,5 milhões para US$ 309,2 milhões), enquanto diminuíram as vendas de produtos básicos (-4,8%, de US$ 478,6 milhões para US$ 455,6 milhões).

Nas importações, a média diária até a 2ª semana de janeiro/2020, de US$ 653,2 milhões, ficou 12,3% abaixo da média de janeiro/2019 (US$ 744,9 milhões). Nesse comparativo, caíram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-35,6%), adubos e fertilizantes (-28,5%), aeronaves e peças (-16,6%), cereais e produtos da indústria da moagem (-14,0%), farmacêuticos (-5,5%). Ante dezembro/2019, registrou-se crescimento de 9,3%, pelos aumentos nas compras de plástico e obras (+38,5%), equipamentos eletroeletrônicos (+32,3%), siderúrgicos (+29,7%), equipamentos mecânicos (+28,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (+23,3%).

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Escritor, Jornalista e Cientista político, com foco em Accountability, formado pela Universidade de Brasilia. Pós-graduado em Relações Institucionais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Especialista em Processo Legislativo Federal e Ética e Administração. Exerce a função de analista político na Arko Advice, com dez anos de experiência, atua com o desenvolvimento de estratégias, mapeamento de stakeholders, consultoria e na elaboração de análises setoriais.