Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O conflito entre Irã e Estados Unidos ainda não impactou as exportações brasileiras, mas deve-se ter cautela, disse a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em visita ao município de Patos de Minas (MG).

Ainda de acordo com a ministra, há, sim, muita apreensão, sobretudo poque o Brasil é o maior exportador de milho para o Irã, representando R$ 1 bi da balança comercial entre os dois países, e que o incidente entre este e os Estados Unidos deve se resolver rapidamente para não afetar demais o abastecimento interno e mundial. Além do milho, também há tráfego de outras mercadorias de exportação, como soja, farelo, carne bovina, açúcar, entre outros.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, reiterou o discurso favorável aos norte-americanos, mas disse que manter relações comerciais com o Irã é de igual importância para a economia brasileira. Ao deixar o Palácio da Alvorada na última terça-feira (7), Bolsonaro também repudiou o terrorismo, corroborando o discurso do chanceler, Ernesto Araújo, em nota enviada pelo Ministério das Relações Exteriores um dia após o ataque norte-americano ter matado Qassem Soleimani, principal general iraniano e considerado um dos homens mais poderosos do governo daquele país.

A nota trazia apoio “à luta contra o flagelo do terrorismo”. Bolsonaro, na saída de sua residência oficial, também aventou a possibilidade de se reunir com os diplomatas iranianos para se antecipar a problemas que possam ser causados pelo conflito.

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