Pedro Bolle / USP Imagens

A Petrobras espera receber em março ofertas vinculantes de compra de quatro refinarias incluídas no programa de desinvestimento da empresa, anunciado em dezembro passado. A intenção da estatal é se desfazer de oito das 17 unidades que possui, com capacidade de processar 2,3 milhões de barris/dia.

O primeiro bloco a ser oferecido ao setor privado inclui as refinarias Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; Landulpho Alves (RLAM), na Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.

O segundo bloco compreende as refinarias Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (Six), no Paraná. A capacidade de refino das oito unidades é de 1,1 milhão de barris/dia.

Para o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, há espaço para a construção de novas refinarias no país, devido ao déficit na balança comercial de combustíveis no país. Quem assumir as unidades que a Petrobras pretende vender poderá também investir na ampliação da capacidade de refino.

A Petrobras, que responde por 98% do mercado de refino nacional, elegeu como prioridade no momento investir na extração de petróleo, especialmente das reservas do pré-sal, aplicando nessa atividade os recursos disponíveis. A estatal também estuda vender a fatia restante (37,5%) do capital da BR Distribuidora.

Segundo Oddone, para garantir a expansão do parque de refino com novos investimentos, é preciso que se mantenha a paridade de preços com o mercado internacional de combustíveis.“Para construir refinarias, tem que haver investimentos. E para haver investimentos tem que haver atratividade. O preço tem que ser internacional. Não vejo como fugir dessa lógica”, disse.

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