Foto: Divulgação/Costa Esmeralda

A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 0,752 bilhão e corrente de comércio de US$ 7,528 bilhão na quinta semana de novembro deste ano, com exportações em US$ 4,14 bilhões e importações em US$ 3,388 bilhões. No mês, as exportações chegaram a US$ 17,596 bilhões e as importações a US$ 14,169 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,428 bilhões e corrente de comércio de US$ 31,765 bilhões. Já no ano, as exportações somaram US$ 205,863 bilhões e as importações, US$ 164,783 bilhões, com saldo positivo de US$ 41,079 bilhões e corrente de comércio de US$ 370,646 bilhões.

No comparativo mensal, as exportações, ao confrontar as médias até a semana de novembro deste ano (US$ 879,82 milhões) com a de novembro de 2018 (US$ 1.046,95 milhões), tiveram queda de 16%. Quanto às importações, nota-se também um decréscimo de 16% ao comparar as médias até a quinta semana de novembro deste ano (US$ 708,44 milhões) com a de novembro de 2018 (US$ 843,11 milhões).

Desse modo, até a quinta semana de novembro de 2019, a média diária da corrente de comércio foi de US$ 1.588,25 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 171,38 milhões. Ao comparar este período com a média de novembro de 2018, percebe-se uma retração de 16% na corrente de comércio.

Setor e Produtos
No que diz respeito às exportações, o acumulado até a quinta semana do mês de novembro deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, vem com desempenho dos setores pela média diária da seguinte forma: baixa de US$ -0,64 milhões (-0,4%) em agropecuária; baixa de US$ -56,14 milhões (-26,3%) em indústria extrativa; e baixa de US$ -112 milhões (-17,4%) em produtos da indústria de transformação.

Esses resultados causaram uma queda nas exportações, puxada sobretudo pela decréscimo nos seguintes produtos: agropecuária – café não torrado, mesmo descafeinado ( -21,1% com queda de US$ -5,43 milhões na média diária); pimenta do gênero piper, frutos do género capsicum ou do gênero pimenta, secos ou triturados ou em pó ( -43,4% com baixa de US$ -0,65 milhões na média diária); bovinos vivos ( -31,8% com baixa de US$ -0,65 milhões na média diária); uvas, frescas ou secas ( -23,0% com baixa de US$ -0,32 milhões na média diária) e soja ( -0,2% com baixa de US$ -0,22 milhões na média diária); indústria extrativa – óleos de petróleo ou de minerais betuminosos, cruds ( -46,1% com baixa de US$ -48,07 milhões na média diária); minério de ferro aglomerado ( -71,7% com baixa de US$ -14,67 milhões na média diária); outras argilas e outros minerais refratários ( -66,3% com baixa de US$ -1,43 milhões na média diária); minérios de cobre e seus concentrados ( -10,8% com baixa de US$ -0,92 milhões na média diária) e minérios de alumínio e seus concentrados ( -40,7% com baixa de US$ -0,64 milhões na média diária); indústria de transformação – embarcações leves, dragas, guindastes flutuantes, docas flutuantes, flutuantes ou plataformas de perfuração ou submersíveis ( -99,8% com baixo de US$ -82,07 milhões na média diária); pastas químicas de madeira, à soda ou ao sulfato, exceto pastas para dissolução, semi-braqueado ou braqueado ( -16,5% com baixa de US$ -4,58 milhões na média diária); partes dos motores do ítem 714.41 e subgrupo 714.8 ( -47,9% com baixa de US$ -3,60 milhões na média diária); tabaco, completamente ou parcialmente descaulificado ou desnervado ( -37,5% com baixa de US$ -3,24 milhões na média diária) e outros tubos, com seções transversais circulares internas e externas, o diâmetro exterior superior a 406,4 milímetros, de ferro ou aço ( -88,3% com baixa de US$ -2,81 milhões na média diária).

Quanto às importações, o acumulado até a quinta semana de novembro deste ano, ao comparar com o mesmo mês do ano anterior, trouxe um desempenho dos setores pela média diária da seguinte forma: aumento de US$ 0,67 milhões ( 4,4%) em agropecuária; incremento de US$ 4,07 milhões ( 10,1%) em indústria extrativa e retração de US$ -137,7 milhões ( -17,6%) em produtos da indústria de transformação.

A somatória desses resultados ocasionou a queda das importações em virtude, especialmente, do decréscimo nos seguintes produtos: indústria de transformação – embarcações leves, dragas, guindastes flutuantes, docas flutuantes, flutuantes ou plataformas de perfuração ou submersíveis (-100,0% com baixa de US$ -110,78 milhões na média diária); propano, liquefeito (-85,4% com baixa de US$ -5,94 milhões na média diária); adubos ou fertilizantes químicos, potássicos (com exceção dos sais de potássio naturais, em bruto) ( -27,4% com baixa de US$ -5,03 milhões na média diária); outras partes e acessórios dos veículos automóveis dos grupos 722, 781, 782 e 783 (-23,5% com baixa de US$ -4,82 milhões na média diária) e adubos ou fertilizantes químicos, nitrogenados (-25,4% com baixa de US$ -4,68 milhões na média diária).

Correção Secex
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, publicou nota na última quinta-feira (28) para informar que os arquivos publicados anteriormente para a quarta semana devem ser desconsiderados. Os resultados gerais corrigidos apontam que, na quarta semana de novembro deste ano, a balança comercial teve superávit de US$ 0,485 bilhões e corrente de comércio de US$ 7,077 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,781 bilhões e importações de US$ 3,296 bilhões.

No mês, as exportações chegaram a US$ 13,498 bilhões e as importações a US$ 10,781 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,717 bilhões e corrente de comércio de US$ 24,279 bilhões. Já no ano, as exportações somam US$ 199,033 bilhões e as importações, US$ 161,395 bilhões, com saldo positivo de US$ 37,638 bilhões e corrente de comércio de US$ 360,429 bilhões.

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