Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras anunciou na sexta-feira (23) a primeira etapa do seu plano de venda de refinarias. Integram a agenda as unidades Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.Esse bloco tem capacidade para processar 879 mil barris/dia de petróleo, 37% do parque de refino do país.

A Rnest, em Ipojuca, teve suas obras iniciadas em 2008, mas ainda se encontra em construção. Seu custo, orçado inicialmente em R$ 2,4 bilhões, passou para quase R$ 20 bilhões. A construção foi interrompida quando vieram a público os esquemas de corrupção investigados pela Operação Lava-Jato na Petrobras. A estimativa de orçamento para a conclusão da Rnest é de US$ 1 bilhão.

“Os potenciais compradores (das refinarias) classificados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes”, informou a Petrobras em nota.

Essas refinarias estão em uma lista que inclui mais quatro, a serem vendidas numa segunda fase do processo: Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (Six), no Paraná.

As oito refinarias representam em torno de 50% da capacidade de refino nacional, totalizando 1,1 milhão de barris/dia de petróleo. E, com a operação, a estatal visa levantar recursos que deverão ser utilizados sobretudo para a redução do endividamento, em linha com seu plano de desinvestimento.

“Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas”, informou a estatal.Analistas estimam que a Petrobras possa obter até US$ 20 bilhões com a venda desses ativos.