Foto: Renato Costa/Framephoto/Estadão Conteúdo

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta segunda-feira (18), revelou dados do sistema Prodes, que o desmatamento da Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019 aumentou em 29,5%, que representou uma perda de 9.762km² de floresta. 

O climatologista Carlos Nobre conversou com a BBC News Brasil e afirmou que se o desmatamento seguir esse ritmo ou aumentar, pode atingir um “ponto de não retorno”, que significa a perda da capacidade regenerativa da floresta. 

Em julho deste ano, os dados levantados por um outro sistema do Inpe, o Deter, foram deslegitimados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que alegou que o presidente do Instituto na época, Ricardo Galvão, estava “a serviço de alguma ONG” e que, portanto, não eram informações corretas. O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também acreditou que as imagens divulgadas pelo Inpe tinham como objetivo “criar polêmica na questão do desmatamento”. 

Com a nova pesquisa divulgada, o Instituto confirmou os dados levantados por ambos sistemas, Deter e Prodes. Salles, então, disse nesta segunda-feira que é preciso “adotar uma estratégia diferente”. 

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