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Instituição multilateral de desenvolvimento liderada pela China (26% do capital), o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII) se prepara para atuar no Brasil para financiar projetos do setor. A instituição atua nos moldes do Banco Mundial (Bird). Mas, para começar a fornecer crédito a projetos, precisa que o país ratifique sua participação. O Brasil participa do capital do banco como um de seus membros fundadores.

“Quando o Brasil ratificar sua participação, nós poderemos começar imediatamente a financiar projetos privados ou públicos no país, sobretudo em infraestrutura para o comércio, como portos, ferrovias e rodovias, e em energia renovável”, disse o vice-presidente do AIIB, Joachim von Amsberg, conforme revelou o jornal Valor na quinta-feira passada.

Amsberg afirmou que pode investir no dia seguinte US$ 100 milhões sem nenhum problema, “se houver algum projeto interessante”. Ele esteve em Brasília na semana passada para reunir-se com representantes do governo.“Temos a perspectiva de que a ratificação vá acontecer logo, porque tem um benefício grande para o país”, disse. A participação do Brasil no capital do banco é pequena, de US$ 1 milhão. Mas a ratificação da entrada no país abre as portas para um volume elevado de financiamentos, segundo seu dirigente.

O banco foi criado em 2015 por iniciativa do governo chinês com o objetivo de financiar projetos de infraestrutura nos países em desenvolvimento, supridores de matérias-primas para a China. A instituição busca concorrência com o Banco Mundial, este sob a influência dos Estados Unidos e de seus aliados ocidentais. Com sede em Xangai, o BAII conseguiu a adesão de 57 países fundadores e de 100 países acionistas. Seu capital é de US$ 100 bilhões.

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