Foto: Divulgação/The Economist

O New Development Bank (NDB), o Banco do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), aprovou na semana passada um empréstimo de US$ 500 milhões para um programa do Ministério do Meio Ambiente destinado a financiar infraestrutura em municípios. Mas há potencial para que esse valor, a ser liberado ao longo dos próximos quatro anos, chegue a US$ 2 bilhões.

Conforme a diretora-geral do escritório da instituição nas Américas, em São Paulo, Claudia Prates, explicou ao jornal Valor, o programa financiará projetos de saneamento básico, tratamento de resíduos para eliminar lixões, energias renováveis e mobilidade urbana.

Os primeiros desembolsos devem ocorrer no início de 2020, após a ratificação da decisão do banco pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e pelo Senado, o que antecede a assinatura do contrato. O governo ajustava os termos da operação com executivos do banco há mais de cinco meses.

Claudia Prates afirmou que esse empréstimo é o primeiro passo para aumentar a carteira do banco no Brasil. Há outro pacote de empréstimos, ainda em estruturação, que soma US$ 650 milhões e deve ser aprovado no primeiro trimestre de 2020.  Desse total, US$ 600 milhões deverão ser tomados por empresas privadas para executarem projetos de infraestrutura na área de transporte.

A diretora do NDB disse que “o objetivo é aumentar o mais rápido possível a fatia de empréstimos do banco ao país”. Em pouco mais de um ano, a carteira total do NDB passou de US$ 10,2 bilhões para mais de US$ 13 bilhões, abrangendo 42 projetos. Ela disse também que as contratações nos demais países que integram o grupo avançam mais rápido do que no Brasil.

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