NOEL CELIS / AFP

Depois de conversa com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante visita deste pela Ásia e pelo Oriente Médio, o presidente da China, Xi Jinping, afirmou que a política chinesa de desenvolver relações bilaterais com o Brasil a partir de uma perspectiva de longo prazo permanece inalterada e que a cooperação ganha-ganha entre os dois países terá um futuro brilhante.

Na reunião, forma assinados diversos acordos e memorandos nas áreas de agricultura, energia, economia, comércio, educação, política, ciência e tecnologia. Ambos os representantes de seus países afirmara, em declaração conjunta à imprensa internacional, que estão determinados em ampliar o  comércio e diversificar o intercâmbio de produtos, bem como em cooperar com o Programa de Parceria de Investimento (PPI) e a Iniciativa do Cinturão e da Rota – respectivamente, políticas de desenvolvimento e investimento do Brasil e da China.

O gigante asiático é o maior parceiro comercial do Brasil, tendo alcançado a marca histórica de US$ 98,9 bilhões de fluxo comercial entre estes. Bolsonaro convidou a China para participar do mega leilão de petróleo do pré-sal, que será realizado em novembro, mas o país já está à frente e tem duas empresas habilitadas a participar do certame: a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) e a China Soouthern Petroleum Exploration and Development Corporation (CNODC).

Entre os atos assinados, estão: um que estabelece padrões sanitário para a exportação de carne bovina termoprocessada brasileira para a China; outro que protocola medidas sanitárias para a exportação de farelo de algodão, que é usado para ração (foram importado US$ 4 bilhões dessa commodity em 2018); e, também, um ato de cooperação de energias renováveis. Além destes, também foram assinados acordos de facilitação de trâmites aduaneiros entre os dois países, além da regularização da comunicação entre as chancelarias destes.

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