Fabio Rodrigues Pozzebom e Valter Campanato/Agência Brasil

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na última terça-feira (22), condenar pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, ambos filiados ao MDB pelo estado da Bahia. A condenação está relacionada ao caso dos R$ 51 milhões encontrados em valises e caixas em um apartamento em Salvador, em 2017.

Geddel foi condenado a 14 anos e 10 meses de regime fechado, mais 106 dias-multa (valor de, aproximadamente, R$ 1,5 milhão em valores a serem corrigidos), enquanto Lúcio foi condenado a 10 anos e 6 meses de regime fechado e 60 dias-multa (cerca de R$ 840 mil em valores a serem corrigidos), além de uma multa de danos morais à sociedade fixada em R$ 52 milhões. Geddel está preso desde setembro de 2017 na Papuda, presídio de segurança máxima em Brasília (DF) e assim segue até o julgamento dos recursos possíveis. Já Lúcio, segue respondendo ao processo em liberdade.

A decisão sobre o crime de lavagem de dinheiro foi unânime, mas o de associação criminosa (anteriormente conhecido por formação de quadrilha) teve votação de três votos a dois (votaram contrariamente os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes). Ainda cabem, pelo menos, dois recursos antes do anúncio da Corte sobre o início do cumprimento das referidas penas.

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