Divulgação/CNA

Semana passada foi anunciada a suspensão da vacinação da febre aftosa no Paraná. A medida passa a valer a partir de 31 de outubro e  foi autorizada por instrução normativa assinada na semana passada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, e o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), no Palácio Iguaçu.  Além do Paraná, Santa Catarina é o único outro estado brasileiro que adota a prática.

A medida era uma antiga demanda dos setores agropecuários, com ela o Paraná adianta um cronograma que estava previsto para 2021 e poderá futuramente disputar mercados internacionais que não aceitam a proteína animal de regiões que têm imunização, considerando que é um indicativo de risco. O Brasil não registra casos de febre aftosa desde 2006 e a suspensão  da vacina é o primeiro passo para que para seja considerado área livre de aftosa. O processo completo deve levar mais dois anos.

A  estimativa do governo do estado é que as exportações subam de 107 mil toneladas ao ano para 200 mil toneladas e existe também a expectativa de melhorar a comercialização de animais que não correm o risco de contrair febre aftosa, como frangos, que não atingiam mercados que acreditam que a vacina é um indicativo de fragilidade sanitária. Tereza Cristina afirmou que principal impacto disso é atingir mercados mais exigentes.

Em 2017, o governo federal publicou um plano de metas para suspender a vacinação em todos os estados até 2026.

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