Reuters/Carlos Vera

A população do Chile iniciou uma onda de protestos neste final de semana após o anúncio do aumento de 30 pesos chilenos das tarifas de transporte público, o equivalente a 20 centavos de real. Desde sexta-feira (18), os protestos vem acontecendo e se intensificaram após confronto com a polícia. Manifestantes forçaram a entrada sem pagar do metrô de Santiago e por isso, todas suas estações foram fechadas, levando ao colapso do sistema de transporte da cidade.

No sábado (19), o governo suspendeu o aumento da passagem e decretou “Estado de Emergência” por conta do aumento da violência nas manifestações. O general Javier Itarriaga promulgou o toque de recolher para as noites de sábado e domingo, de 19h às 6h. O Exército foi enviado às ruas pela primeira vez desde 1990, após a ditadura de Augusto Pinochet. 

Manifestantes derrubaram semáforos, saquearam comércios, queimaram ônibus e iniciaram incêndios em um supermercado em Santiago e em uma fábrica de roupas, totalizando sete pessoas mortas. Além disso, a empresa Enel Chile, de distribuição elétrica, foi atacada. O governo informou que 1.462 pessoas foram detidas. A série de protestos desencadeou o cancelamento de voos nacionais e internacionais realizados pela Latam e Sky Airline, por conta do toque de recolher. 

“O objetivo deste estado de emergência é muito simples, mas muito profundo: garantir a ordem pública, a tranquilidade dos habitantes da cidade de Santiago, proteger bens públicos e privados e, acima de tudo, garantir os direitos de todos”, afirmou o presidente chileno Sebastián Piñera. 

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