Divulgação/Avianca

As forças de esquerda e centro-esquerda ainda debatem a melhor estratégia para enfrentar as eleições municipais de 2020 em São Paulo (SP). O objetivo é evitar a repetição da derrota precoce ocorrida em 2016, quando o hoje governador João Doria (PSDB) se elegeu prefeito da capital paulista ainda no primeiro turno.

Protagonista à esquerda até o pleito de 2016, o PT corre o risco de perder essa condição. Diante das resistências de nomes como o ex-prefeito Fernando Haddad e os ex-ministros José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante em serem candidatos, restaria aos petistas opções com menor visibilidade como os deputados federais Jilmar Tatto, Carlos Zarattini e Paulo Teixeira, o vereador Eduardo Suplicy e o ex-vereador Nabil Bonduki.

A combinação de nomes com baixa densidade eleitoral à rejeição existente pelo PT em São Paulo pode limitar ainda mais o potencial do partido. Além disso, há uma fragmentação de candidaturas de outros partidos no campo da esquerda e centro-esquerda.

Além do ex-governador Márcio França (PSB), que deve ser candidato, podem surgir nomes como Orlando Silva (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL) e Tabata Amaral (PDT).

Tendo o recall da eleição de 2018, quando mesmo perdendo a eleição para o Palácio dos Bandeirantes para João Doria, venceu o governador na capital por 58% a 42%, Márcio França é o nome mais forte no campo da centro-esquerda.

No entanto, a divisão desse campo em muitas candidaturas poderá prejudicar França, pois o voto de centro-esquerda pode ser pulverizado.

Dispostos a construir a chamada frente de esquerda, PT, PCdoB e PSOL podem caminhar para uma aliança. Caso esse entendimento se concretize, haverá uma menor fragmentação na esquerda. Porém, mesmo assim, Márcio França continua despontando como o nome mais competitivo por uma vaga no segundo turno.

 

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