Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para conseguir fechar suas contas no ano que vem, o governo conta com a entrada estimada de R$ 16,2 bilhões com a venda de ações da Eletrobras. O Orçamento de 2020, encaminhado ao Congresso no fim de agosto, prevê, além dos recursos com a venda de ações da companhia de energia, receita de R$ 21,063 bilhões advindos de outras concessões e permissões.

Sem tais valores, a proposta orçamentária precisaria ser ajustada ou compensada de alguma outra maneira. O ministro admitiu que o processo de privatização, uma de suas prioridades, encontra-se em “marcha lenta”.

Apetite de investidores

Ao participar, na quarta-feira passada, da cerimônia de entrega da reforma da pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que o governo prevê que os leilões de infraestrutura de 2020 contratem R$ 50 bilhões em investimentos. “Podemos esperar um ano melhor do que 2019, com leilões muito importantes”, disse.

O ministro, que retornou há poucos dias dos Estados Unidos, onde conversou com potenciais investidores, contou que “há no mercado um apetite enorme por nossos ativos”. “Neste ano, vamos fechar com R$ 11 bilhões de investimentos contratados só nos leilões que nós fizemos, de arrendamento portuário, arrendamento de ferrovias, rodovias e aeroportos. Se somarmos investimentos autorizados no setor portuário, pode chegar a R$ 30 bilhões.”

Para Tarcísio de Freitas, devido à grande liquidez nos mercados internacionais, um salto poderá ser dado se o governo for bem-sucedido em conectar os donos do capital financeiro (fundos de investimentos, de pensão, private equity, institucionais) às operadoras de infraestrutura. Nesta semana, o ministro e sua equipe seguem para a Espanha, para novas apresentações a investidores. “Os road shows valem muito a pena”, declarou o ministro da Infraestrutura.

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