Jales Valquer / FramePhoto / Agência O Globo
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Por 64 votos favoráveis e 15 contrários, a Assembleia Legislativa aprovou a extinção da Dersa, estatal de desenvolvimento rodoviário que está no centro de um escândalo de corrupção nos governos do PSDB em São Paulo.

O resultado da votação representou uma importante vitória para o governador João Doria (PSDB), que vinha tentando aprovar a extinção da estatal desde o primeiro semestre deste ano.

A Dersa foi responsável nas últimas décadas pelos contratos do Rodoanel, dentre outras obras, mas deixou de ser encarregada de novas construções na gestão Doria.

Atingida por investigações que apontam suspeitas de desvios em obras durante governos do PSDB, a Dersa é alvo de um pedido de CPI feito pelo PT e PSL.

A possibilidade de investigar a estatal ficou mais distante após uma manobra do PSDB no início da legislatura, em março, quando foram requisitadas outras CPIs à frente.

Responsável também pela ampliação da marginal Tietê, a Dersa virou alvo de suspeitas nos últimos anos frequentemente associadas ao ex-diretor Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto e apontado como suposto operador de propina do PSDB paulista.

Apesar das denúncias contra a Dersa serem dos governos anteriores do PSDB, a imagem da estatal preocupa o governador.

Vale lembrar que Paulo Preto, que foi diretor de Engenharia da Dersa no governo José Serra, tem duas condenações por desvios e formação de cartel em obras, sobretudo no Rodoanel Sul.

A alça norte do Rodoanel, tocada no governo Geraldo Alckmin, também virou alvo da Lava-Jato no ano passado, resultando na prisão preventiva de Laurence Casagrande, ex-secretário de Transportes, e de Pedro da Silva, sucessor de Paulo Preto na diretoria de Engenharia.