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Estudo elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, indica um potencial de construção de até 16 novos gasodutos nos próximos anos no Brasil. O cenário projetado vai exigir investimento bilionário para assegurar o escoamento da produção do pré-sal e da Bacia de Sergipe-Alagoas aos principais centros de consumo do país.

Segundo o diretor de Estudos de Petróleo e Gás e Biocombustíveis da EPE, José Mauro Ferreira Coelho, essa projeção integra plano indicativo de gasodutos, que estão em linha com a previsão de que a oferta líquida de gás vai passar dos atuais 59 milhões de metros cúbicos por dia para 147 milhões, de acordo com as novas regras do mercado de gás.

O horizonte que se abre para a utilização do gás natural inclui o suprimento do produto para uso industrial, funcionamento de usinas para geração de energia e veículos automotores. Os gasodutos também vão incorporar novas regiões do país ao consumo de gás, como áreas urbanas e industriais situadas no interior.

Nesse sentido, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou na semana passada a intenção de atrair investimentos para bancar a construção de um ramal ligando o gasoduto Brasil-Bolívia de São Carlos (SP) até o Planalto Central.

O gasoduto Brasil Central, que vai transportar combustível por 905 quilômetros, conta com orçamento inicial de US$ 1 bilhão e mercado para as áreas industrial, comercial e de veículos. O projeto prevê a passagem do gasoduto por grandes cidades, entre elas uma capital (Goiânia) e regiões de forte potencial econômico, como Ribeirão Preto (SP), Uberaba e Uberlândia (MG), Itumbiara e Anápolis (GO).

De acordo como secretário de Desenvolvimento Econômico, Ruy Coutinho, o gasoduto vai transformar a matriz energética ao longo de seu trajeto, “possibilitando a implantação de novas indústrias com a utilização de energia mais limpa e barata”. O gasoduto terá capacidade para transportar 5,7 milhões de metros cúbicos por dia.