Divulgação/ANTT
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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) espera destravar até os primeiros meses de 2020 os processos para a construção de novas ferrovias e a revitalização da atual malha, o que levará a investimentos de R$ 50 bilhões no setor. Esses projetos estão emperrados há anos, em função de exigências ambientais e regulatórias.

A expectativa do diretor Davi Barreto, que assumiu recentemente o cargo na agência, é de que o processo comece em breve. A diretoria comandada por Barreto tem a seu encargo o setor ferroviário. Um dos projetos se refere à prorrogação do contrato de concessão da Rumo na Malha Paulista por 30 anos, em troca de investimentos superiores a R$ 5 bilhões, a serem feitos onde o governo determinar.

Há também leilões da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre o porto de Ilhéus e a região Oeste da Bahia, cuja audiência pública com sessões presenciais já foi realizada e a previsão era realizar o leilão até o final deste ano.A ferrovia não está concluída e as obras seguem em ritmo vagaroso,a cargo da estatal Valec, desde 2010.

Outro caso se refere à ferrovia que liga o centro produtor de grãos em Mato Grosso ao porto de Miritituba, no rio Tapajós (PA). Conhecida como Ferrogrão, trata-se de ativo totalmente novo, um projeto inédito a ser tocado por grupos privados que atuam na área de exportação de grãos. A conclusão da Fiol e a implantação da Ferrogrão demandarão investimentos em torno de R$ 20 bilhões em capital privado.

O processo da Ferrogrão, que exigirá investimentos de R$ 16 bilhões na construção de uma linha férrea de mais de mil quilômetros, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), avança. Por determinação judicial, a audiência pública já realizada pela ANTT precisou ser reaberta e foram marcados dois novos encontros com interessados, ambos no Pará, em Itaituba (onde fica o porto fluvial de Miritituba) e Novo Progresso. As reuniões ocorrem amanhã e quarta-feira.

Há também em análise os pedidos da Vale para a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), que se encontram em análise na agência. Além disso, a prorrogação da MRS Logística (ferrovia que interliga Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e é controlada por grupos mineradores) fica em consulta pública até o fim da semana que vem. Em seguida, caberá à agência avaliar as contribuições e preparar a documentação final.