Adriano Machado/Reuters

Publicada hoje (02/09) pesquisa da Datafolha acerca da aprovação do governo de Jair Bolsonaro. Com oito meses de governança, o presidente encontra seu pior índice de aprovação desde a posse, com 38% dos entrevistados classificando-o em “ruim ou péssimo”. Os dados do instituto de pesquisa do jornal “Folha de S. Paulo” também trazem 29% dos entrevistados classificando o governo de Bolsonaro como “ótimo ou bom” e 30% como “regular”, tendo somente 2% de abstenção de resposta – ou seja “não sabe ou não respondeu”.

A pesquisa foi realizada nos dias 29 e 30 de agosto com 2.878 pessoas com mais de 16 anos, em 175 cidades brasileiras. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95% – ou seja, há probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro.

Os números sofreram alterações de diversos níveis desde as pesquisas de abril e julho: em abril, eram 32% que consideravam bom ou ótimo o governo, enquanto foram 33% em julho; 33% classificaram, em abril, como regular, enquanto que, em julho, teve 31%; aqueles que julgaram ruim ou péssimo eram 30% em abril, e 33% em julho; e aqueles que não souberam ou não responderam caiu de 4% em abril para 2% em julho.

Em relação à expectativa com o futuro do governo, 45% esperam que Bolsonaro faça uma gestão ótima ou boa – o número era 59% em abril e 51% em julho. 32% acreditam que o presidente fará uma administração ruim ou péssima – eram 23% em abril e 24% em julho.

O Datafolha também quis saber se Bolsonaro fez mais, menos ou o que deveria pelo país. 11% pensam que o presidente fez pelo país mais do que esperava (eram 13% em abril e 12% em julho), 21% pensam que ele fez o que esperava que ele fizesse (eram 22% tanto em abril quanto em julho), 62% pensam que ele fez menos do que esperava (eram 61% tanto em abril quanto em julho).

Também foi levantado se o presidente age conforme o cargo que ocupa: 15% acreditam que sim (eram 27% em abril e 22% em julho), 27% acredita que na maioria das ocasiões sim (eram 27% em abril e 28% em julho), 23% acredita que em certas ocasiões apenas (eram 20% em abril e 21% em julho), e 32% acredita que nunca ele age como um presidente deveria agir (erma 23% em abril e 25% em julho).

Em comparação com outros presidentes, Bolsonaro sai em disparada com seus 28%: aos oito meses de governo, Fernando Henrique Cardoso tinha 15%, Lula tinha 10% e Dilma tinha 11%.