Lucas Dias/GP1

O governo decidiu encaminhar ao Congresso, nos próximos dias,um novo projeto de lei para privatizar a Eletrobras. A decisão foi tomada na semana passada, durante reunião entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

A privatização da maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica do país já havia sido encaminhada ao Legislativo pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) no início de 2018. O texto, porém, não avançou, em meio a fortes resistências políticas.

Para Maia, a privatização vai garantir mais recursos para investimentos. Conforme o presidente da Câmara, a soma gasta pelo governo com a empresa poderia ser usada na revitalização do rio São Francisco ou em projetos sociais e de infraestrutura.

“Se o setor privado está disposto a colocar dinheiro no setor elétrico e no setor de saneamento, por que a gente vai criar obstáculos e problemas? Temos que ter uma regulação forte que obrigue os investimentos das empresas privadas nessas áreas e a gente possa avançar”, disse.

Após a reunião, Guedes afirmou que a Eletrobras não vai conseguir manter o ritmo de investimento necessário e que, se nada for feito, entrará em colapso. Para o ministro, está evidente que a sociedade precisa de recursos nas áreas de saúde e de educação.

“A Eletrobras é uma história crescente de incapacidade financeira, de não conseguir acompanhar o ritmo necessário de investimento. Já teve que vender algumas distribuidoras de energia e a gente corre o risco de ficar no escuro”, disse, referindo-se às distribuidoras de Goiás, Alagoas, Piauí, Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas.

Bento Albuquerque disse que a proposta do governo para a privatização da estatal não prevê a inclusão de golden shares e defendeu que o governo, hoje o acionista majoritário da estatal, fique com menos de 50% das ações.

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