Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Qual a previsão de apresentação do seu parecer?

Nós começamos a comissão e [já] conversei com o seu presidente, José Priante, que vamos levar [a comissão] até o final de setembro para que se possa votar e terminar os trabalhos. O parecer deve ser apresentado no dia 18. Essa é a previsão que já avançamos com o presidente da comissão.

Essa reforma causou certa polêmica no início. Acredita que poderá haver alguma dificuldade para aprová-la?

Eu acredito, como foi falado na própria comissão, que nenhum dos parlamentares que fazem parte [da comissão] tem a intenção de criar qualquer tipo de dificuldade para que esse projeto que diz respeito à reestruturação das Forças Armadas seja aprovado. Porém, alguns membros ligados a outras forças da segurança pública, principalmente policiais e bombeiros militares dos estados, se manifestaram quanto à possibilidade de também contemplar questões que envolvam essas categorias neste projeto.

Qual a sua tendência quanto a esse pleito?

Eu deixei claro na comissão que nós temos que fazer sempre uma análise do impacto que isso pode trazer. Porque a Comissão Especial tem o condão de tratar não somente da questão da constitucionalidade, da questão técnica, legislativa e da juridicidade, mas também do mérito. E o mérito também compreende o impacto orçamentário. Então, todos os parlamentares têm o direito de apresentar emendas, que serão analisadas e observadas quanto a todos os impactos que podem trazer. O papel do relator é, motivadamente, dar a aquiescência ou não a essas propostas. A ideia principal que temos é de que o projeto deve ser aprovado como veio. Mas a Casa é soberana para discutir e procurar, por entendimento da maioria, melhorar cada vez mais.