É fato que a Floresta Amazônica está correndo sérios riscos com as queimadas de larga escala que lá estão ocorrendo há semanas, mas os interesses internacionais sobre tal incidente estão certamente além da preservação da flora e da fauna brasileiras. A França, por exemplo, tem interesses políticos na ampla divulgação internacional dos incêndios florestais, uma vez que, em baixa com o politicamente correto e querendo proteger os agricultores franceses da concorrência brasileira, o presidente francês Emmanuel Macron usa a questão ambiental do Brasil como bode expiatório. Sua fúria nas redes sociais levou o presidente a, inclusive, utilizar uma imagem não correspondente aos atuais incidentes de queimadas, mas, sim, uma fotografia antiga de um incêndio de larga escala, tirada por um fotógrafo já falecido.

O interesse de Macron em elucidar a todos que a culpa da Floresta Amazônica estar indo de mal a pior tem fundamentação: com a popularidade em baixa por conta da guinada ideológica dos líderes mundiais presentes na última reunião  de cúpula do G20, em junho, o francês tentou estabelecer vínculos com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, mas foi sumariamente ignorado quando o líder optou por ir ao cabeleireiro ao invés de encontra-lo. Magoado, Macron foi atrás de Vladmir Putin, presidente da Rússia – Putin exigiu o retorno ao G7, enquanto o francês fingiu que não viu os incêndios ambientais que estão ocorrendo na Sibéria concomitantemente ao Brasil.

Por conta dos conflitos ideológicos e desde que foi anunciado o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Macron tem se dedicado a desestabilizar a relação com o Brasil por conta de suas agendas internas: além de classificar os incêndios na Amazônia como emergência mundial, acusou Bolsonaro de ser o responsável pela extinção dos investimentos milionários feitos por Noruega e Alemanha na Amazônia, e seu próximo passo será expor o Brasil como vilão ambiental e propor medidas de retaliação ao Brasil no âmbito do G7, grupo dos países mais desenvolvidos do mundo.