Diego Guidice/Bloomberg

Foi aberta no início do mês, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP),uma chamada pública para a contratação de transporte de gás natural pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Desde a terça-feira da semana passada, os agentes interessados podem inscrever-se na licitação para o transporte de até 18 milhões de metros cúbicos diários de gás. Essa disponibilidade decorre do fim do contrato da Petrobras com a Bolívia, em 31 de dezembro.

AANP espera uma redução entre 10% e 30% no preço do combustível com os transportadores que substituirão a Petrobras. A estatal detinha o monopólio no transporte do gás desde a sua extração, na Bolívia,até o mercado consumidor.O prazo para o recebimento de propostas vai até novembro. O resultado da chamada pública sai no dia 20 de dezembro, com contratos a partir de 1º de janeiro de 2020.

A expectativa no governo é de que, com a entrada de empresas privadas no transporte e na distribuição do gás boliviano, os preços já comecem a cair, dando início ao choque de energia mais barata prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Atualmente, o gás boliviano é importado para o Brasil exclusivamente pela Petrobras.

Para o secretário de Planejamento, Energia e Loterias do Ministério da Economia, Alexandre Manoel, “por mais tenebrosa que seja a distribuidora, ela vai repassar o preço menor”. No cenário mais otimista, disse o secretário, perto de um terço do consumo nacional de gás passará a ser comercializado por terceiros a partir de 2020.

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