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Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que durante o mês de julho a exportação brasileira de veículos totalizou um pequeno crescimento de 42,1 mil unidades, o que representa ainda assim uma alta de 4,2% ante junho deste ano e reflete o aumento de negócios com Colômbia e México. Contudo, no acumulado do ano, o Brasil vendeu a diferentes mercados 264,1 mil veículos, o que significa uma queda de 38,4% provocado principalmente pela recessão do mercado argentino.

Até julho, o maior volume exportado foi o de automóveis, 217,8 mil unidades e decréscimo de 36,3% sobre os mesmos sete meses de 2018. 34,5 mil unidades foi o total dos comerciais com queda ainda mais forte de 46,9%, em razão do menor volume de exportações de picapes pequenas e médias. A diminuição nesses embarques gerou a retração de 8,4% na produção de comerciais leves.

Em relação aos caminhões, houve baixa de 54,6% mesmo com as 7,5 mil unidades exportadas no período. Apesar da alta de 6,8% dos semileves (de 3,5 a 6 toneladas de Peso Bruto Total, PBT), todos os outros segmentos de caminhões sofreram redução nas exportações. No mesmo período de sete meses, o Brasil exportou um volume de ônibus, 4,3 mil, 17,8% inferior ao registrado em iguais meses do ano passado. No entanto, segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, essa queda nos embarques de ônibus pode diminuir, pois este é um segmento com tradição em exportação, puxado tanto pelas fabricantes de carrocerias quanto de chassis.

Por sua vez, o vice-presidente da entidade, Gustavo Bonini, ressaltou que a Colômbia é um dos mercados que têm ajudado na recuperação das exportações e o país é um expressivo comprador dos ônibus brasileiros.

A Anfavea recalculou para 450 mil unidades, no início de julho, o volume total de exportações de veículos, com decréscimo de 28,5% ante 2018, ou seja, a queda acumulada abrandará mês a mês até o fim do ano.