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Neste segundo semestre, pautas importantes farão parte dos trabalhos da Assembleia Legislativa. Temas como a despoluição dos rios Tietê e Pinheiro, o IncentivAuto, que concede desconto no ICMS para investimentos de montadoras, privatizações e a extinção da Dersa estão na ordem do dia.

Além disso, caso se confirme o prognóstico da não inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência que está sendo votada em Brasília (DF), o governador João Doria (PSDB) também precisará enfrentar esse tema.

Aliás, o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB), afirmou há alguns meses que São Paulo fará a sua reforma previdenciária caso o Estado fique de fora da proposta nacional.

Em meio a uma agenda complexa, o gerenciamento da base aliada será outro desafio para Doria. Embora tenha um Parlamento simpático a sua agenda liberal, a decisão do PSL e NOVO em defender uma postura de independência pode exigir mais do governador na articulação com a Assembleia Legislativa.

Como o PSDB perdeu a condição de maior bancada da Casa para o PSL, dialogar com essa sigla é fundamental.

Como os deputados independentes se alinham ao governo na pauta econômica, João Doria consegue alcançar ampla maioria, ainda que somente cerca de 35 dos 94 deputados se declarem governistas. Essa base de Doria é bem inferior por exemplo a do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que chegou a ter 75 deputados.

Com o NOVO, o diálogo tende a ser mais fácil. No entanto, há desafios na relação com o PSL, principalmente com a “bancada da bala”, que pressiona por aumento de salário das polícias.

Outro problema na relação com o PSL é o distanciamento que João Doria começa a estabelecer com o presidente Jair Bolsonaro. Também pesa no relacionamento entre PSDB e PSL, a partir da aproximação com as eleições municipais de 2020, os interesses antagônicos das duas legendas na disputa pela prefeitura de São Paulo.

Há ainda na agenda cinco CPI’s em andamento. Depois que a CPI da Dersa, articulada pela oposição para atingir Paulo Preto e o PSDB, foi inviabilizada, a que tem mais potencial para atingir o governo é que a investiga suspeitas de repasses de propina da Camargo Corrêa a agentes do estado.