SANTI BURGOS (EL PAÍS)
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Os novos aplicativos de entrega viraram febre por todo o Brasil. Em São Paulo, a Associação Aliança Bike realizou uma pesquisa para fortalecer a economia do ciclismo e concluiu que, dos trabalhadores que utilizam bicicletas para fazer seu trabalho de entrega, 99% são homens, 71% se declaram negros, mais de 50% têm entre 18 e 22 anos, 57% trabalham todos os dias da semana e 75% ficam conectados ao aplicativo por até 12 horas seguidas. 

Além dos marcadores sociais enfatizados pela pesquisa, a média de ganho salarial é de R$992, ou seja, 6 reais a menos que o salário mínimo. Segundo a pesquisa, o maior valor pago à entregadores foi de R$1.460 reais, para 14 horas trabalhadas. 

Com quase 13 milhões de desempregados, o Brasil está enfrentando um dilema onde este tipo de serviço, que detém de poucos direitos trabalhistas e não possui regime de contrato na Carteira de Trabalho, oferece uma oportunidade de fonte de renda para jovens com flexibilidade de horários. No entanto, não existe um banco de dados que sinalize a quantidade de entregadores e sua qualidade de vida no trabalho.