Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O presidente Bolsonaro autorizou, na quinta-feira, que os estudos para a privatização da Eletrobras sejam aprofundados. A empresa repassou a informação ao mercado como fato relevante, detalhando que os estudos serão conduzidos de forma a que o processo ocorra por “aumento de capital social, mediante subscrição pública de ações ordinárias da Eletrobras ou de eventual empresa resultante de processo de reestruturação”.

A decisão foi tomada em reunião entre Bolsonaro e o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr. O processo de desestatização da companhia – que deverá ser apreciado pelo Congresso por determinação do Supremo Tribunal Federal – prevê o lançamento de ações da Eletrobras no mercado. Para isso, a União abriria mão do controle da empresa, reduzindo sua participação de pouco mais de 60% para algo inferior a 50%.

A expectativa é de que o processo seja realizado ainda este ano, mesmo tendo de passar pelo Congresso. Segundo fontes envolvidas no processo, a capitalização deve superar a estimativa inicial de R$ 12 bilhões, movimentando entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões.Com a aprovação da Reforma da Previdência no primeiro turno na Câmara, o governo quer agilizar a privatização da estatal, pois depende da entrada de dinheiro para liberar recursos no Orçamento e conseguir fechar as contas.

Acordo anulado

O governo brasileiro acatou a decisão do Paraguai de anular um acordo bilateral que beneficiava o Brasilmas, em contrapartida, levava os paraguaios a, progressivamente, pagarem mais pela energia excedente da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Por conta desse acordo, assinado em 24 de maio, o presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, estava sob ameaça de impeachment. O presidente Bolsonaro disse que os dois países negociam novo texto.

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