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O orçamento de investimento das estatais federais para o exercício de 2019 subiu para R$ 120,564 bilhões, conforme portaria do Ministério da Economia publicada no Diário Oficial do dia 30/07. A Lei Orçamentária Anual previa R$ 120,014 bilhões em investimentos. O montante agregava dotações para a execução de obras ou de serviços em 240 projetos distribuídos por 84 estatais. Conforme a portaria, o aumento no orçamento ocorreu devido à “reabertura de créditos, transposições, incorporações e suplementações de créditos”.

As empresas abrangem setores diversos, como: financeiro; de seguros; energia elétrica; abastecimento; petróleo e gás natural; administração portuária; indústria de transformação; infraestrutura de aeroportos. Na portaria, destaca-se a capacidade das estatais de financiar as despesas de investimentos com recursos próprios.

Tais empresas passaram por processo de encolhimento nos últimos quatro anos, com redução de funcionários e reversão de um quadro de prejuízos, enxugamento que visa à privatização. Também estão investindo menos. “As empresas estavam muito alavancadas. Agora estamos refluindo. Para passar por um novo ciclo de privatização é importante que as estatais estejam mais eficientes”, disse Fernando Soares, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia.

Para Fernando Soares, a consequência desse cenário é a redução do orçamento de investimentos. Em 2016, eram 154 estatais, hoje são 130, após a venda de sete distribuidoras de energia da Eletrobras. Neste ano, saíram da lista a Transportadora Associada de Gás (TAG) e a BR Distribuidora.

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