Roberto Stuckert

A Eletrobras trabalha com a perspectiva de concluir em dezembro, com a instalação de sua 18ª turbina, as obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). Foram investidos R$ 42 bilhões e sua capacidade será de 11.233 MW de potência instalada.

Na semana passada entrou em funcionamento a 14ª turbina, possibilitando uma elevação da capacidade de geração para 8,788 mil MW, superando Tucuruí (8,370 mil MW), no rio Tocantins (PA). Belo Monte já é a maior hidrelétrica 100% brasileira.

A usina de Itaipu, no rio Paraná, na divisa com o Paraguai, continuará maior que a de Belo Monte, com 14 mil MW de potência instalada. Mas como se trata de hidrelétrica binacional, cada país é dono de 50% da energia do empreendimento. Por isso apenas uma fatia de 7 mil MW da energia gerada é considerada brasileira.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que assistiu à estreia da 14ª turbina, assegurou que Belo Monte significa a ampliação da capacidade do parque de geração brasileiro, predominantemente de energia renovável e capaz de atender à demanda da sociedade e do parque industrial brasileiro.

“A obra vem gerando também desenvolvimento regional, compromissos sociais, responsabilidade ambiental, preservação cultural, educação, inovação em tecnologia do Brasil”, acrescentou. De acordo com informações do ministério, a energia fornecida por Belo Monte já atende a 60 milhões de consumidores.

A hidrelétrica terá 24 turbinas, sendo 18 na casa de força principal, totalizando 11 mil MW de potência, e seis máquinas de menor porte na casa de força complementar, atingindo 233 MW. A Eletrobras e as subsidiárias Eletronorte e Chesf possuem 49,98% de participação na Norte Energia, consórcio responsável pela construção da usina.