Sérgio Lima/Poder 360

A decisão de o presidente da República indicar seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada do Brasil em Washington caiu como bomba no meio político. Tanto pela repercussão diplomática quanto pelas consequências políticas e jurídicas do movimento. Aparentemente, a questão do nepotismo – apontada por muitos – pode ser superada por conta de entendimento anterior do Supremo Tribunal Federal (STF) de que indicação de parente para cargo político não é nepotismo.

No entanto, até a questão ser de fato esclarecida, ações judiciais questionarão a indicação, expondo o governo à polêmica. Ainda no campo jurídico, questiona-se a votação para a aprovação do nome. A regra impõe votação secreta no Senado, mas existe movimentação junto ao STF para que dessa vez ela seja aberta.

Politicamente, ainda não é certo que o governo terá os votos necessários para aprovar o nome de Eduardo no plenário da Casa. A presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senadora Simone Tebet (MDB-MS), reconheceu que o risco para o governo é altíssimo.

Nosso prognóstico, salvo fato novo superveniente, é o de que Eduardo será aprovado, em agosto ou no início de setembro no Senado. No entanto, o governo terá de gastar capital político e negociar muito. Por isso o desgaste político será relevante.

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