O presidente Jair Bolsonaro, chega ao Congresso Nacional, acompanhado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e Senado, Davi Alcolumbre, para levar o projeto do governo de reforma da Previdência.

O governo Bolsonaro tem sido marcado por mudanças em sua equipe ministerial. Em pouco mais de seis meses, já ocorreram quatro. A Secretaria Geral da Presidência, comandada por Gustavo Bebbiano, passou para o general Floriano Peixoto, que deixou a pasta na última quinta-feira (20) para assumir a presidência dos Correios, na vaga do também general Juarez Aparecido de Paula Cunha, recém-demitido. O novo responsável pela Secretaria Geral da Presidência será Jorge Francisco de Oliveira, policial militar da reserva que estava na subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

No Ministério da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez foi trocado por Abraham Weintraub. E na Secretaria de Governo, o general Santos Cruz foi substituído pelo general Luiz Eduardo Ramos. No entanto, a mudança mais relevante se deu na articulação política, transferida da Casa Civil, pasta comandada pelo ministro Onyx Lorenzoni, para a Secretaria de Governo.

Nesse novo desenho, especula-se que o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho (PSDB), de destacada atuação nas articulações da Reforma da Previdência no Congresso, poderá ser contemplado com a Subchefia de Assuntos Jurídicos. Ex-deputado federal com bom trânsito entre os parlamentares, Marinho seria um importante reforço na articulação política do governo, que passou das mãos de Onyx Lorenzoni para as de Luiz Eduardo Ramos.

Embora na coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (21) o presidente tenha prestigiado Onyx, destacando que, a partir de agora, ele comandará o importante Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), na prática houve um significativo esvaziamento da Casa Civil. A perda de poder de Onyx no governo decorre das derrotas que o Planalto tem sofrido no Congresso, o que tem gerado críticas à atuação do ministro.

O governo também tem feito diversas mudanças no chamado segundo escalão, como a turbulenta demissão do presidente do BNDES, Joaquim Levy.